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Out 09

P/ copiar basta citar a autoria e direitos: Luiz C. Tollstadius (A.J.U.D.A.)

Se o aluno fala ao celular em sala de aula, a culpa é do professor ou dos pais?
Quando existe falta de respeito com o professor ou com os colegas, quem não cumpriu com seu dever de ensinar e educar? Quem deve ensinar o cumprimento das normas sociais e o respeito pelo próximo?
O ensino de VALORES faz parte da educação que está a cargo da escola? Onde termina a responsabilidade dos pais e começa a dos professores? Será que boa parte dos problemas disciplinares nas escolas (e fora das escolas) poderiam ser resolvidos responsabilizando efectivamente as famílias pelo comportamento dos filhos, inclusive juridicamente?
Certas correntes de pensamento entendem que os pais são responsáveis pelo comportamento dos filhos e devem inclusive responder penalmente por abandono intelectual, quando da omissão na educação dos mesmos. Argumentam que os pais querem se esquivar das obrigações de educação e formação, e empurram para outros parentes, para escola ou para estado essas responsabilidades, quando não os abandonam a sua própria sorte.

Mas existe quem pense diferente, e entenda que o problema pode ser visto por outra ótica social que não é o de abandono intelectual. Enxergam que o desemprego, a falta de renda, a inclusão das mulheres no mercado de trabalho e o desagregamento familiar em geral, as suas verdadeiras causas.

Num cenário assim, os filhos vivem com suas mães, normalmente separadas judicialmente ou divorciadas, são trabalhadoras e cuidam dos filhos como podem. Essas mulheres também costumam ter dificuldades em receber (ou não recebem) as pensões dos ex-maridos.

Responsabilizar e culpar essas mães, que também não receberam orientação e educação familiar e apenas perpetuam o drama da eterna reprodução de modelos sociais em ciclos automáticos é injusto, insano e ineficaz. Não há dolo nessas mães que são vítimas sociais.

Usando a lógica do FAZ MAIS - QUEM PODE MAIS é que a escola e o estado tem o dever de suceder e suprir os responsáveis no ensino dos Valores Sociais. A responsabilização da família e a omissão da escola/estado, além de inócua na solução do problema, poderá ser desastrosa e engrossar o caminho da marginalização dos indivíduos, com enorme peso e prejuízo social.

A assunção dessas responsabilidades com políticas públicas e disseminação de valores pelo estado e pelas escolas é um excelente investimento e além de tudo inevitável. E quanto maior a demora dessas ações maiores serão os gastos futuros e o prejuízo nacional. A questão agora não é decidir quando começar e nem como começar. Não há tempo para isso, pois como diz o ditado:

Caminhante não existem caminhos, pois o caminho se faz ao caminhar!”

Cabe somente atribuir as responsabilidades (quem vai fazer – quais órgãos) e quantificar metas e valores aos Governos (federal, estaduais, municipais)

Quanto ao consenso: é nacional! O povo clama por valores e o ensino deles nas escolas. Mas se existe dúvida é só encomendar pesquisas para confirmar. Todos são vítimas da violência, dos mais pobres aos mais ricos, e querem valores para a sociedade ser menos violenta.

O discurso elitista e burguês reza que os pais são os principais responsáveis pela educação dos filhos, que a escola tem a sua cota parte, mas a educação começa em casa. Esse discurso afastado da realidade diz que deve existir um meio termo, no qual a a escola virá depois e será só o complemento de todo o processo da educação. Dizer que os valores da família devem ser apreendidos antes da escola é o mesmo que dizer que a criança deveria trazer a merenda de casa. Vamos focar em nossa realidade social e não na realidade de outros países.
No nosso país a escola não pode ser apenas o complemento da educação. Veja o exemplo da merenda escolar, ela não pode ser apenas um complemento da alimentação das crianças, pois para muitas é a única refeição que elas tem por dia. Tem criança que chora quando termina o ano escolar pois serão meses sem ter o que comer.
É necessário compreender que muitas famílias não tem estrutura que permita a educação moral e o acompanhamento dos filhos. E é isso que destacamos aqui, mas também não podemos esperar que os problemas sejam todos resolvidos pelas escolas e pelo estado, porque isso seria entender que as escolas tem um poder que elas não tem.
Mas é importante entender que dos três: ESTADO, ESCOLA e FAMÍLIA. Embora todos tenham fragilidades, insuficiências e limitações, são diferentes graus de poder. No mais das vezes tem o estado e a escola as maiores possibilidades.
Caberia aos pais e somente aos pais a vigilância dos filhos?
Só eles devem dizer qual é o certo e o errado?
Só eles devem fiscalizar os atos dos seus filhos?
Existem países em que fiscais públicos, procuram nas ruas por crianças que não estão nas escolas. Por certo que os pais não podem acompanhar seus filhos todos os dias de casa para escola e eles podem cabular (faltar) as aulas. Esse é um exemplo que até isso pode ser responsabilidade do Estado no entender de alguns países.
No Brasil, recentemente, um promotor mandou prender algumas mães pelo fato das crianças não estarem comparecendo às aulas, veja que o enfoque pode ser diferente aqui. Justamente aqui – num dos países com maiores índices de desigualdade social.
Muitas crianças pequenas ficam na rua até altas horas da noite, expostas a todo tipo de riscos e influências. Como ficam os valores dessas crianças que aprendem tudo do código das ruas.
Seria melhor beber de outras fontes de "valores", não do que vem das ruas ou da televisão, mas mesmo os pais que não deixam seus filhosm assim expostos e que queiram transmitir valores familiares, acaba que muitas vezes esses valores alienígenas predominam e prevalecem.
No mais da vezes, no entanto, sobretudo nas camadas sociais mais desfavorecidas e também nos ambientes familiares permissivos, pouco importa o aprender em casa ou na rua, pois os valores familiares podem ser tão corruptos tanto fora como dentro de casa.
Portanto, cai por terra, essa tola e ingênua teoria burguesa de que “Muito antes da escola está, essa Instituição, que se chama Família”. Talvez isso possa ser verdade para alguns, mas não para maioria.
A transmissão de valores é ao mesmo tempo um problema social e a solução de vários problemas sociais. E apenas uma miopia de intelectóides estupidos não nos deixa enxergar isso de maneira prática e pragmática.
Temos que urgentemente disseminar as normas sociais para obter um aperfeiçoamento social. Não podemos culpabilizar os indivíduos que não receberam a roteirização do proceder social, que inclui as regras e valores do bem viver em sociedade e alegria de ser considerado cidadão e concidadão, com tudo que isso significa.
Longe de ser utópica essa posição acima exposta, é antes de tudo a unica possível! Chega de violência, chega de sangue, chega de falta de valores!
Mas como falar de falta de valores e da consequencia dessa falta de valores na educação e na formação dos cidadãos. No aumento da criminalidade e na falta total de segurança sem tocar na palavra ANTIGAMENTE?
Onde se perdeu aquilo que havia antigamente?
Onde foi parar o cavalheirismo, a educação, a etiqueta, o respeito pelos pais, o respeito pelos mais velhos? Aonde, quando e quem deixou perder?
No Capitalismo Selvagem (Industrialização/ e o Consumismo)
Na Psicologia Moderna em oposição a severidade, censura, disciplina, limites e castigos.
Na Revolução Feminina: ( - )Presente no Lar (+) Presente no Mercado de Trabalho.
Antigamente o professor podia aplicar até severos castigos e os pais aceitavam. Antes batiam nos alunos, hoje apanham dos alunos. Antes os pais mandavam nas crianças enquanto hoje são elas as crianças que decidem tudo, do canal da TV até sobre as compras do supermercado.
Muitos pais e professores são meros monitores de tempos livres dos seus filhos, o papel dos adultos muito se assemelha ao de apresentadores de programas de TV, promover diversão em tempo integral e distribuir prêmios. Outro tanto, sem vocação para o papel de palhaço deixa tudo livre e a vontade. E por fim tem uma minoria com o antiquado pensamento de que educar é dar limites, fatia que é muito perseguida pela sociedade e são jocosamente tachados de certinhos e idiotas.
Devido a crescencia cada vez maior da violencia e da insegurança cresce em PG o número de certinhos idiotas ou pelo menos dos simpatizantes com os certinhos idiotas...
A SOCIEDADE QUER E PRECISA DE VALORES URGENTEMENTE!
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P.S. Muitas Escolas, Professores e Governantes acham que a educação moral é exclusiva da família. Acham que Moral, Costumes e Religião não é coisa de competencia academica. Então porque se pode ensinar educação sexual nas escolas? Será que é possivel ensinar sobre sexo sem abordar a moral que deve existir em torno da prática sexual? Será que nós mais velhos que tivemos aulas de religião e de moral e cívica dentro das escolas, fomos de alguma maneira prejudicados em nossa educação? Se a família se esquiva, as escolas se esquivam e o governo também de dar orientação moral aos jovens, sobrará aprender da rua, da tv, da internet ... e de quem mais estiver disposto a ensinar. Adotem os jovens desse País, antes que os criminosos os adotem!

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